Sociedade
Janeiro 07,2026
por Miguel Sousa
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O projeto Gigantes Verdes chega em 2026 a novas regiões, com novas formações para Embaixadores de Gigantes Verdes que irão mapear as árvores de grande porte e contribuir para a preservação do património natural de cada região. Ao longo do próximo ano, estão previstas 11 sessões de formação, que irão capacitar pelo menos 325 novos embaixadores. “Estas sessões estão programadas para decorrer em Amarante, Anadia, Loures, Maia, Ponte de Lima e Porto, mas com abertura para qualquer cidadão nacional”, lê-se na nota informativa que nos foi enviada que destaca que estes “embaixadores terão um papel fundamental no mapeamento, caracterização e monitorização das árvores de grande porte, classificadas como Gigantes Verdes pela Associação Verde”. Ainda de acordo com a Associação Verde “no início de janeiro, o projeto promove sessões online de apresentação e esclarecimento, dirigidas a pessoas, empresas, organizações e municípios interessados em tornar-se embaixadores de Gigantes Verdes”. “São sessões com a duração aproximada de uma hora, têm como objetivo apresentar o projeto, explicar o papel dos Embaixadores e esclarecer dúvidas sobre a formação e as atividades a desenvolver no terreno”, reforça a nota que nos foi enviada que avança que “após estas sessões, os participantes poderão inscrever-se numa das formações presenciais, com a duração de um dia (7 horas) e um limite de 30 participantes por edição”. Ainda de acordo com a associação os “resultados alcançados em 2025 confirmam o impacto e a consolidação do projeto”. “Entre janeiro e outubro, foram formados mais de 250 Embaixadores, realizadas 12 formações presenciais, 30 caminhadas com a participação de 550 pessoas e um bootcamp de empreendedorismo social que reuniu 80 participantes”, lê-se, ainda, no comunicado que foi enviado aos órgãos de comunicação social. A Associação Verde esclarece que estas atividades abrangeram “12 concelhos de norte a sul do país, reforçando a dimensão nacional da iniciativa”, salientando que a “recolha de dados permitiu mapear mais de 17.000 árvores, ultrapassando largamente a meta inicial de 7.500. Foram ainda registadas informações detalhadas sobre dimensões, estado de conservação, identificação taxonómica, presença de micro-habitats e riscos associados, tendo sido identificadas 1.190 árvores com características que permitem a sua classificação como Árvores de Interesse Público (AIP)”. Ainda de acordo com a Verde, os “dados compilados serão a base técnica para criar diversos projetos de valorização do património arbóreo e florestal nacional durante os próximos anos Sobre a Verde Associação”: Refira-se que a “VERDE - Associação para a Conservação Integrada da Natureza, é uma organização dedicada à proteção do meio ambiente e à promoção da sustentabilidade em Portugal e encontra-se sediada em Lousada”. Desde a sua fundação, em “2021, tem trabalhado arduamente para envolver a comunidade local em ações de conservação e educação ambiental”. Um dos principais focos da associação é o projeto das “Gigantes Verdes®️, que se dedica a identificação e mapeamento de árvores de grande porte, reconhecendo a sua importância ecológica, social e patrimonial”. “ Iniciado em 2018 pelo presidente da VERDE, João Gonçalo Soutinho, em parceria com o Município de Lousada, este projeto visa catalogar, proteger e valorizar estas árvores, construindo uma ligação mais profunda entre a população e o seu patrimônio natural”, alude a nota de imprensa. “As Gigantes Verdes são símbolo da resiliência da natureza e oferecem uma oportunidade única de sensibilização pública sobre a conservação natural”, acrescenta a mesma nota de imprensa que sublinha que a Verde, também, coordena o “projeto Carbono Biodiverso®️, um mecanismo que valoriza economicamente o território nacional através da preservação das Gigantes Verdes®️, oferecendo aos cidadãos e empresas a oportunidade de compensarem a sua pegada de carbono através de contribuições para a preservação de Gigantes Verdes”. “Este modelo permite oferece pagamentos periódicos aos proprietários destas árvores por serviços de ecossistema e fornece apoio técnico para a implementação de ações de gestão, visando a conservação integrada das propriedades onde estas árvores se encontram”, declara, ainda, a associação. A Verde tem, ainda, desempenhado um “papel vital na plantação e preservação de árvores e arbustos autóctones em Portugal, contribuindo significativamente para a recuperação ecológica de áreas em Lousada”. Fotografia de destaque: DR/VERDE - Associação para a Conservação Integrada da Natureza/Facebook
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