Presentes esta sexta-feira, dia 23 de outubro, na inauguração de arte pública Escritaria 2026, que tem como autor convidado o escritor timorense, Luís Cardoso, vários alunos do Agrupamento de Escolas Gaia Nascente, Escola Secundária de Gaia Nascente, relevaram a importância do Festival Escritaria para a promoção da literatura e da cultura dos escritores de língua portuguesa.
Délcia Mateus, aluna do 10.º ano de Humanidades neste agrupamento, uma das várias alunas que acompanharam a inauguração da arte pública que teve lugar no Sameiro, em Penafiel, relevou a importância deste festival para dar a conhecer nomes da literatura portuguesa e, neste caso, de um escritor timorense.
“É a primeira vez que estou neste festival, não conheço o autor, embora o meu pai, que gosta muito de ler, já me tenha falado no nome dele e nos seus livros”, frisou, sublinhando que estes eventos são cada vez mais necessários para dar a conhecer os autores, mas, também, permitir que os mais novos tomem contacto com as suas obras e conhecem um pouco do seu pensamento.
Micaela Mendes, aluna do 10.º ano do Agrupamento de Escolas Gaia Nascente, enalteceu, também, a importância cultural do Escritaria, funcionando, também, como veículo para dar a conhecer autores como Luís Cardoso.
“Apesar de não conhecer o autor e a sua obra, consegui perceber que se trata de alguém muito interessante e que vale a pena conhecer. É, também, a primeira vez que estou no Escritaria e estou a gostar”, asseverou.
Esta manhã além do descerramento do busto do escritor, da autoria de Ricardo Crista, foi inaugurada uma escultura assinada por José Melo e a designação de uma árvore escolhida pelo autor no Bosque do Escritaria.
Ao longo do percurso, o Saaraci Coletivo Teatral apresentou pequenos momentos performativos inspirados na escrita do homenageado.
O Festival Escritaria conta com autores, investigadores, artistas e personalidades da vida pública, entre os quais Ondjaki, D. Américo Aguiar, Adelino Gomes, Ana Gomes, Pedro Bacelar de Vasconcelos, Ana Sousa Dias, Sérgio Godinho, João Gil, Mona Miari e Shahd Wadi.
A Câmara de Penafiel destaca que a “memória, a identidade, o exílio, a liberdade e a resistência são temas transversais a uma edição que aproxima a história de Timor-Leste de outras realidades culturais e políticas”.
Criado em 2008, o “Escritaria homenageia anualmente um escritor de língua portuguesa vivo, transformando Penafiel num espaço de encontro entre a literatura e a comunidade, através de iniciativas culturais, frases inscritas na cidade e obras de arte pública permanentes”.
Ao longo de 19 edições, o “festival consolidou-se como uma referência cultural, promovendo a língua portuguesa e o diálogo entre povos e culturas”.
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