A 19.ª edição do Escritaria, Festival Literário de Penafiel, prossegue, este sábado, dia 24 de outubro, com várias atividades e iniciáticas que vão decorrer ao longo do dia.
Daniel Braga, Mona Miari, Shahd Wadi, Anabela Leal de Barros e Lucília Pinho vão refletir sobre o “realismo mágico e as pontes de criação entre Timor e a Palestina”.
No sábado, a jornalista Ana Sousa Dias irá conduzir a entrevista de vida a Luís Cardoso, antes do tributo “Luís Represas, uma voz por Timor” que contará com Roger Waters, cofundador, vocalista e baixista dos Pink Floyd, a Mona Miari, compositora palestiniana.
“Esta será uma homenagem à voz dos Trovante que interpretou "Timor", uma das obras mais marcantes, emocionantes e politicamente significativas da música portuguesa contemporânea”, refere a autarquia.
“Com curadoria de Manuel Faria e participação de João Gil, Mona Miari, Cícero Lee, Flávio Serpa, Irene Lima e João Nuno Represas, a conversa-concerto recupera Timor, canção dos Trovante que se tornou um símbolo da solidariedade portuguesa com a luta pela autodeterminação timorense”, alude o município.
Refira-se que esta sexta-feira, dia 23 de outubro, decorreu o lançamento da reedição de Olhos de Coruja Olhos de Gato Bravo, com Adélia Carvalho, Luís Cardoso e Ondjaki
“Publicado originalmente em 2002 e há muito indisponível no mercado editorial, o romance de Luís Cardoso regressa numa reedição exclusiva por ocasião do Escritaria 2026. A protagonista e narradora é Beatriz, uma menina nascida com enormes olhos redondos”, reforça o município.
A sexta-feira, 23 de outubro, ficiu, ainda, marcada pela inauguração do busto de Luís Cardoso no Jardim do Sameiro, acompanhada por um percurso dramatizado pelo Saaraci Coletivo Teatral.
A Biblioteca Municipal de Penafiel foi palco da exposição coletiva “Takas: a literatura extraordinária de um viajante timorense, e da apresentação da reedição do romance Olhos de Coruja Olhos de Gato Bravo, com Adélia Carvalho, Luís Cardoso e Ondjaki”.
Nascido em “Kailako, em 1958, Luís Cardoso chegou a Portugal em 1975, após a invasão indonésia de Timor-Leste, tendo assumido um papel ativo na representação do Conselho Nacional da Resistência Maubere em Portugal e na defesa da causa timorense”.
Autor de obras como “Crónica de Uma Travessia, Requiem para o Navegador Solitário, Para Onde Vão os Gatos Quando Morrem?, O Plantador de Abóboras e Hotel Timor, recebeu o Prémio Oceanos, em 2021, e o Colar da Ordem de Timor-Leste, em 2023”.
Criado em 2008, o Escritaria homenageia anualmente um “escritor de língua portuguesa vivo, transformando Penafiel num espaço de encontro entre a literatura e a comunidade, através de iniciativas culturais, frases inscritas na cidade e obras de arte pública permanentes”.
Ao longo de 19 edições, o festival consolidou-se como uma “referência cultural, promovendo a língua portuguesa e o diálogo entre povos e culturas”.
Fotografia de destaque: DR/Câmara de Penafiel/Facebook
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