João Morgado, escritor natural da Covilhã, com uma obra diversificada e vários livros já editados, apresentou, esta sexta-feira, dia 24 de julho, a obra “Cemitério de Pardais”, um retrato pungente e verdadeiramente humano sobre o tema da velhice.
A obra acompanha as últimas vinte e quatro horas de um homem, de 88 anos, que se debate com sua própria solidão, as suas memórias, o amor pela esposa, que perde a vida num acidente fatal, mas, também, retrata os laços de amizade, a perda dos filhos, num livro que remete para temas que são cada vez mais pertinentes, como o abandono familiar, o peso da solidão, as debilidades físicas e mentais resultantes da doença.
Na sinopse à obra lê-se: “É fim-de-ano. Um homem de 88 anos, sozinho, cego e débil, espera o telefonema da sua neta – e o leitor acompanha-o hora a hora, neste que será o seu último dia. Recorda que foi num réveillon que conheceu Marina, a espanhola que foi o grande amor da sua vida, desaparecida no acidente que o cegou e o mergulhou na escuridão dos remorsos. Vai acertando contas com a vida, mas cada lembrança é uma ferida”.
“Um retrato profundamente humano da velhice, de um espírito preso num corpo – como os pardais que entravam pela boca de um cavalo de bronze e nunca encontravam a saída. Uma obra que surpreende num tom coloquial e ajuda a refletir sobre a amizade, o amor, a família, o destino e o fim dos nossos mais queridos”, refere a mesma sinopse.
A apresentação deste “Cemitério de Pardais”, de João Morgado, integrou, ainda, um momento musical interpretado pelo guitarrista Daniel Lemos e pelo violoncelista e nyckelharpista Sérgio Calisto.
Antes da apresentação foi efetuada uma visita à exposição “reVER ESCRITAS”, da autoria do artista plástico Bruno Santos.
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