O ciclista penafidelense José Moreira acredita, a poucos dias do arranque da 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta, que a sua Gi Group Holding - Simoldes -UDO poderá fazer “algo bonito” nesta que é a competição velocipédica mais importante do calendário nacional.
Em declarações ao “O Penafidelense”, o ciclista confirmou que vai estar naquela que é maior prova do calendário nacional.
“Sim, posso dizer que sim. Já foi anunciado publicamente por parte do diretor da equipa que me vai ser dada a oportunidade de participar na maior prova do calendário nacional. Os meus objetivos para a minha primeira participação na Volta a Portugal são resumidamente corresponder aos objetivos/ambições da equipa, desfrutar e aprender com a experiência. Penso que podemos ir confiantes que temos possibilidades de fazer algo bonito nesta volta”, afirmou.
José Moreira admitiu ser um orgulho, como penafidelense, estar nesta competição.
“Representar Penafiel na Volta a Portugal tem um significado muito especial, porque é a minha terra e foi onde nasceu a paixão pelo ciclismo. Sentir o apoio das pessoas que me viram crescer dá-me uma motivação extra para dar o meu melhor”, afiançou.
Questionado sobre os desafios que esta competição poderá trazer aos ciclistas, José Moreira apontou o percurso da Volta, com onze dias de competição, assim como as adversidades a que os ciclistas serão expostos diariamente.
Quanto às alterações preconizadas pela organização do evento para a edição deste ano, José Moreira declarou que estas vão no sentido de melhor a mesma.
“São alterações que me agradaram, desde a inclusão de equipas do patamar mais alto do ciclismo, às dificuldades acrescidas nos percursos e o facto de percorrermos todo o território nacional”, constatou, assumindo que todos os itinerários poderão decidir a competição.
“Todos os dias tem um ponto crítico, desde um azar no prólogo, a um abanico na etapa “mais fácil”, a um mau dia nas etapas “rainhas””, avançou, assumindo que vencer uma etapa não é uma prioridade, mas seria um sonho caso viesse a acontecer.
“No ciclismo não há impossibilidades, mas não coloco isso como uma possibilidade, mas sim um sonho que cumprira caso acontecesse”, atalhou.
Refira-se que 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta Jogos Santa Casa integra 17 equipas que vão disputar a maior corrida do calendário velocipédico nacional entre 5 e 16 de agosto.
A edição de 2026 contará com mais uma equipa do que no ano passado, reunindo formações de seis países e dos três principais escalões do ciclismo internacional.
A Federação Portuguesa de Ciclismo destaca que a “presença da UAE Team Emirates XRG, líder atual do ranking mundial da UCI, é uma das grandes atrações internacionais desta edição”.
“A formação dos Emirados Árabes Unidos contará com o português Rui Oliveira, campeão olímpico de Madison e um dos nomes mais relevantes do ciclismo nacional da atualidade”, reforça a federação que adianta que a “Volta assinala também o regresso de duas equipas ProTeam espanholas com historial na corrida portuguesa: Euskaltel-Euskadi e Burgos Burpellet BH”.
“ A equipa basca regressa depois de ter deixado a sua marca recente na prova. Em 2024, Luis Ángel Maté festejou a vitória de uma etapa na Guarda e em 2023 Txomin Juaristi foi segundo na geral final. Também a Burgos Burpellet BH acumula vários triunfos em etapas na competição. O mais recente aconteceu em 2024, quando Sergio Chumil quando Sergio Chumil triunfou na mítica chegada à Torre, na Serra da Estrela, um dos palcos mais emblemáticos do ciclismo português”, realça, ainda, a estrutura que gere o ciclismo nacional.
Entre as equipas portuguesas vão estar presentes as “10 formações continentais nacionais: Anicolor/Campicarn, Aviludo-Louletano-Loulé, Credibom/LA Alumínios/Marcos Car, Efapel Cycling, Feirense-Beeceler, Feira dos Sofás-Boavista, GI Group Holding-Simoldes-UDO, Óbidos Cycling Team, Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua e Team Tavira/Crédito Agrícola”.
“Uma das equipas mais aguardadas será a Anicolor/Campicarn, que voltará a apresentar-se com Artem Nych como líder. O ciclista russo venceu as duas últimas edições da Volta a Portugal e parte para esta edição com a ambição de defender o título e juntar o terceiro triunfo ao seu palmarés”, lê-se, ainda, no comunicado que a federação nos enviou que declara que O pelotão internacional fica completo com as “continentais Localiza Meoo/Swift Pro Cycling (Brasil), NSN Development Team (Suíça) e APS Pro Cycling by Team Cadence Cyclery e Meridian Racing p/b De La Uz (Estados Unidos da América)”.
A edição de 2026 apresenta um percurso de 1”.429 quilómetros, distribuídos por um prólogo, nove etapas em linha e um contrarrelógio individual”.
Ao longo da corrida serão disputadas “23 contagens de montanha e 22 metas volantes, num traçado desenhado para manter a luta pela classificação geral em aberto até aos últimos dias”.
A prova passará por “71 municípios, distribuídos por 15 distritos, atravessando grande parte do território nacional e reforçando a sua ligação histórica ao território”.
A 87.ª Volta a Portugal em Bicicleta Jogos Santa Casa vai para a estrada entre 5 e 16 de agosto, ligando Lisboa ao Porto ao longo de doze dias de competição.
“Pelo caminho, os corredores enfrentarão uma passagem por Espanha, o regresso à Torre, na Serra da Estrela, e a inédita dupla ascensão ao Alto da Senhora da Graça, uma das grandes novidades de uma edição que marca o início da contagem decrescente para o centenário da maior corrida do ciclismo português”, sublinha a Federação Portuguesa de Ciclismo.
Fotografia de destaque: DR/Gi Group Holding - Simoldes -UDO/Facebook
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