Desporto
Agosto 03,2026
por Miguel Sousa
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O ciclista penafidelense Francisco Campos (Team Tavira-Crédito Agrícola) admitiu que vencer o 24.º Grande Prémio de Ciclismo de Mortágua - Pedro Silva, última prova Taça de Portugal de Estrada Elite, que decorreu em Mortágua, era um objetivo que perseguia há algum tempo e que já tinha tentado conquistar em anos anteriores. “Teve um significado muito especial porque já era um objetivo que perseguia há algum tempo e que já tinha tentado conquistar em anos anteriores. Conseguir finalmente vencer a Taça de Portugal de Estrada na categoria de elite foi muito uma recompensa por todo o trabalho e dedicação ao longo dos últimos tempos”, disse, salientando que já tinha terminado em segundo lugar por duas vezes na classificação da Taça de Portugal. “Isso fez com que tivesse ainda mais vontade de conquistar este título. Felizmente, este ano consegui atingir esse objetivo, o que tornou esta vitória ainda mais especial”, afirmou. O ciclista penafidelense esclareceu, ainda, que ao longo das quatro provas da Taça, a maior dificuldade foi manter a consistência. “Apesar de não ter vencido nenhuma das provas individualmente, consegui ser um dos ciclistas mais regulares, o que me permitiu chegar à última corrida a apenas cinco pontos do líder da classificação. Aí, a maior dificuldade foi gerir a corrida e a pressão de estar a discutir a vitória final”, frisou. “Além disso, a minha equipa era bastante reduzida, o que tornou tudo mais exigente, porque tive menos apoio em momentos importantes da corrida. Ainda assim, conseguimos alcançar o objetivo e conquistar a Taça”, sublinhou ainda, admitindo que na última prova houve um momento em que pensou que podia não conseguir arrecadar este troféu. “O pelotão fragmentou-se e fiquei isolado, sem colegas de equipa para me apoiar. Nessa fase, senti que a conquista da Taça podia escapar, porque qualquer erro podia ser decisivo. Felizmente, consegui voltar a integrar o grupo no momento certo e, a partir daí, manter-me na luta até ao fim. Foi, sem dúvida, o momento mais tenso e marcante da corrida” afirmou. Francisco Campos, questionado se a obtenção deste título poderá galvanizá-lo ainda mais para aquela que é a prova rainha do ciclismo nacional que inicia já dia 05 de agosto, confirmou que estas são provas bastante diferentes. “Por isso a conquista da Taça de Portugal não tem uma influência direta na Volta a Portugal. No entanto, vencer este título dá sempre mais confiança, motivação e ânimo para enfrentar aquele que é o grande objetivo da época. Agora o foco está totalmente na Volta a Portugal, entre os dias 5 e 16 de agosto, e espero apresentar-me ao melhor nível”, concretizou. Fotografia de destaque: DR/Créditos fotos: Rodrigo Rodrigues / FPC
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