O ciclista penafidelense Francisco Campos (Team Tavira-Crédito Agrícola) assume estar com expetativas elevadas quanto à sua prestação e da equipa naquela que é a prova mais importante do calendário velocipédico nacional, a poucos dias de iniciar esta competição.
Francisco Campos, em declarações ao O “Penafidelense”, destacou que a Volta a Portugal é sempre a prova mais importante do calendário nacional e por isso as expectativas são naturalmente elevadas.
“Todos os ciclistas e equipas chegam muito motivados e com vontade de fazer uma boa prestação. Da nossa parte não é diferente. Trabalhámos durante toda a época a pensar nesta corrida e chegamos confiantes e motivados para dar o nosso melhor”, frisou.
O ciclista admitiu que a nível pessoal, o principal objetivo passa por tentar vencer uma etapa.
“Sei que é um objetivo ambicioso e muito difícil, porque a Volta a Portugal reúne ciclistas de grande qualidade, mas acredito que existem algumas oportunidades e vou trabalhar para as aproveitar da melhor forma. Em termos coletivos, o objetivo é contribuir para que a equipa faça uma boa Volta, ajudando os meus colegas sempre que for necessário e procurando alcançar o melhor resultado possível em conjunto”, manifestou.
O ciclista esclareceu que a Volta a Portugal levanta muitos desafios, sobretudo por ser uma prova muito longa.
“São 11 dias de competição, com apenas um dia de descanso, por isso a recuperação acaba por ser um dos fatores mais importantes. Além disso, este ano a corrida percorre praticamente o país de norte a sul, o que implica grandes deslocações entre etapas. Toda essa logística, as viagens, a alimentação, o descanso e a recuperação fazem diferença. Ao fim de tantos dias, qualquer pequeno pormenor pode ter impacto no rendimento e fazer a diferença entre estar bem ou não nas etapas decisivas”, avançou, ainda.
Falando dos itinerários da prova, Francisco Campos admitiu que é fácil perceber quais serão as etapas que vão decidir a corrida.
“Pelas minhas características, o meu foco na Volta não passa pela luta pela classificação geral. Ainda assim, é fácil perceber quais serão as etapas que vão decidir a corrida. A subida à Torre será, certamente, uma das mais importantes, a par do contrarrelógio e das etapas do Gerês e da Serra da Graça. São etapas muito exigentes, onde normalmente se fazem as maiores diferenças entre os candidatos à vitória final”, precisou, admitindo estar confiante que é possível vencer uma etapa nesta que é a competição rainha do calendário velocipédico nacional.
“Sim, acredito que é possível. Como já referi, é um objetivo ambicioso e difícil, porque o nível da Volta a Portugal é muito elevado. Ainda assim, há algumas etapas que se enquadram melhor nas minhas características e acredito que podem surgir boas oportunidades. Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para as aproveitar e lutar pela vitória numa etapa”, adiantou, confirmando que estar na Volta a Portugal é um orgulho para qualquer ciclista.
“Enquanto ciclista, significa muito poder estar presente na Volta a Portugal. É a prova mais importante do calendário nacional e aquela para a qual todas as equipas e ciclistas trabalham ao longo da época. Estar à partida é, por si só, um motivo de orgulho. Como penafidelense, é também um orgulho representar a minha terra numa competição com esta dimensão e espero poder fazê-lo da melhor forma”, disse ainda.
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