Desporto
Agosto 15,2026
por Miguel Sousa
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O penafidelense Rui Carvalho, da Gi Group Holding - Simoldes -UDO, formação de Oliveira de Azeméis, voltou a estar em destaque na etapa 9, entre Paredes e Mondim de Basto (mítica subida ao Alto de Nossa Senhora da Graça) ao fazer o décimo lugar da geral. Rui Carvalho, em declarações ao “O Penafidelense”, não escondeu o “orgulho", por figurar entre os dez primeiros a chegar à Senhora da Graça. “Fazer o top 10 numa etapa como a chegada à Senhora da Graça para mim é um orgulho enorme numa das subidas mais míticas de Portugal”, disse, enaltecendo a entrega e determinação da Gi Group Holding - Simoldes -UDO nesta Volta. Antevendo já a etapa dez da Volta a Portugal, Rui Carvalho assumiu que a ligação Maia-Porto, que fecha aquela que é a mais emblemática Volta a Portugal em Bicicleta, é “teoricamente mais fácil”. “Mas no ciclismo não há dias fáceis e o circuito urbano no Porto vai ser duro”, afirmou, assumindo que o top 10 da geral já está definido. Refira-se que a formação de Oliveira de Azeméis obteve, ainda, um segundo lugar, por intermédio de José Fernandes, que foi segundo na classificação individual da etapa, apenas batido por Guérin que venceu na Senhora da Graça em dia de homenagem a Finlay Tarling. Saliente-se que Guérin “corredor da Anicolor/Campicarn, líder da geral, foi o mais forte na última ascensão da tarde e festejou o segundo triunfo na Grandíssima”. A Federação Portuguesa de Ciclismo destaca que “o jovem galês da NSN Development Team, vítima de um acidente mortal durante a etapa oito, foi lembrado por toda a organização da Volta antes da partida, em Paredes”. “Também Guérin fez questão de o homenagear logo após ter cortado a meta, em Mondim de Basto”, refere a federação que recorda que o “pelotão partiu de Paredes rumo a Mondim de Basto com a expectativa de que este podia ser o dia decisivo para a Camisola Amarela. A Geral ainda não está fechada, mas está bem encaminhada”. Ainda de acordo com a federação “a fuga do dia demorou algum tempo a formar-se, mas depois de algumas primeiras tentativas sem grande sucesso, um grupo de 18 corredores conseguiu ganhar vantagem na frente”. “Antes disso, já Rui Oliveira (UAE Team Emirates XRG), dono da Camisola Laranja Galp, havia somado a pontuação máxima na primeira meta volante do dia, em Paredes – viria também a vencer na última, em Bormela. Axel Van der Tuuk (Euskaltel-Euskadi) foi o mais rápido em Felgueiras”, lê-se no comunicado que nos foi enviado pela organização. “Dos 18 da fuga, e além de Oliveira, também Oscar Rota se destacou: o corredor da Feira dos Sofás-Boavista tem sido um dos mais ativos na luta pela Classificação da Montanha e conseguiu a pontuação nas duas primeiras subidas categorizadas do dia: Alto de Lameira, de terceira categoria, e Alto de Carvalhais, de primeira categoria. Além disso, venceu ainda o Prémio da Combatividade EBRO”, acrescenta a organização que declara que a “segunda foi inédita, por uma outra vertente do Monte Farinha, e com um pormenor que acabou por sair caro a Adrià Pericas: um troço final em sterrato”. “Foi nessa ascensão que o pelotão anulou a fuga e o grupo dos favoritos se distanciou dos restantes ciclistas”, alude a organização que sublinha que “Pericas, terceiro à Geral e dono da Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis, da juventude, mostrava novamente estar bem, mas um furo fê-lo perder muito tempo”. “O jovem da UAE Team Emirates XRG não mais conseguiu recolar e cortou a meta apenas no 12.º lugar”, avança, ainda, a federação que esclarece que “na contagem de montanha de terceira categoria, no Arco de Baúlhe, os favoritos ainda iam juntos – com Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) a liderar, mas assim que começou a subida final, a mítica Senhora da Graça, o figurino mudou”. “Um a um, os elementos do grupo foram ficando para trás, até sobrarem três nomes: Alexis Guérin e Artem Nych, da Anicolor/Campicarn, e José Fernandes, da GI Group Holding-Simoldes-UDO”, lê-se, ainda, na nota de imprensa que nos foi enviada que frisa que “os três entenderam-se bem, trabalharam para não permitirem aproximações e chegaram juntos aos últimos metros”. Aí, “Guérin mostrou porque tem sido o melhor ciclista desta Volta a Portugal e voltou a festejar”. “Consolidou assim a Camisola Amarela à entrada para a última etapa, com um minuto e dois segundos de vantagem face a Nych, e reforçou ainda o primeiro lugar na Classificação da Montanha – Camisola Azul Continente”, realça a estrutura que gere o cilsimo nacional que declara que ainda na geral, “Pedro Silva e José Fernandes aproveitaram o azar de Pericas, agora quinto classificado – mas ainda líder da juventude – e subiram a terceiro e quarto, respetivamente”. A última etapa será este domingo, entre a Maia e o Porto, numa extensão de 136,9 km Fotografia de destaque: DR/Rodrigo Rodrigues e Igor Martins / FPC
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