O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, defendeu, este domingo, dia 25 de dezembro, na tradicional mensagem de Natal, que a “família portuguesa, enquanto país e nação, tem motivos para se reunir e olhar com esperança para o futuro”.
“Neste final do ano de 2025, podemos olhar para o próximo ano com mais razões para acreditar que estamos no caminho certo. No caminho do crescimento, da estabilidade, da execução de uma agenda transformadora que está a tornar-nos mais fortes e mais resilientes. Portugal é hoje uma referência a nível europeu e mundial. Os rendimentos dos portugueses estão a subir e a nossa economia a crescer consistentemente acima da média europeia. O ano passado fomos mesmo o país da OCDE em que os trabalhadores mais viram crescer o seu rendimento por via do aumento dos salários e da descida dos impostos sobre o trabalho. Isto mostra que a distinção que recebemos da revista The Economist, de sermos a economia do ano em 2025, não é um prémio teórico”, disse.
O chefe de Estado recordou que a “solidez económica que estamos a construir assenta num modelo de salários mais altos e impostos mais baixos”, expressou, salientando que “este caminho carece de coragem política e capacidade reformista. Precisamos de ser mais eficientes e mais produtivos para atingirmos novos patamares de crescimento que tragam também novos patamares de rendimento”.
“Estamos a cumprir todos os nossos objetivos e compromissos em matérias de emprego e salários. Mas, com as condições que temos: crescimento económico; estabilidade financeira; segurança; recursos humanos qualificados; apetência para as novas tecnologias; uma excelente localização geoestratégica; capacidade de diálogo no contexto internacional temos tudo para elevar a fasquia e fixar novas ambições. Novas ambições no funcionamento da administração, como já estamos a fazer com o processo de simplificação e reforma do estado. E novas ambições salariais, como resultado de uma agenda transformadora que, com a sua visão estratégica e estruturante, nos permitirá sermos mais produtivos e eficientes”, frisou, assumindo ser “este o caminho” da sua “governação”.
O chefe do Estado relembrou que na atual situação, os portugueses têm duas opções, ou se “contentam com esta circunstância”, em que os portugueses “estão bem” ou a “médio prazo” Portugal irá “perder face à evolução dos outros”, se se mantiver assim.
“Ou aproveitamos a situação em que estamos e tratamos já de garantir a nossa própria evolução para continuarmos a crescer mais do que os outros no futuro. É a diferença entre "jogar para empatar" ou ter a mentalidade vencedora de "jogar sempre para ganhar". Uso esta metáfora desportiva porque ela expressa bem a opção que temos diante de nós. E quero dizer-vos que a minha opção e do governo é claramente a segunda”, manifestou.
“Estamos num momento histórico em que temos de nos desprender da mentalidade do "deixa andar" e temos de adquirir e trabalhar a mentalidade da superação. A mentalidade do irmos mais longe e nos afirmarmos pela excelência. A mentalidade de não deixarmos para amanhã o que podemos fazer hoje. A mentalidade de não só fazermos diferente, mas de fazermos a diferença. A mentalidade de trabalharmos e desenvolvermos o nosso talento. A mentalidade "Cristiano Ronaldo", concretizou.
Luís Montenegro assumiu, ainda, que os “portugueses têm talento”, os “portugueses, em várias áreas de atividade, vão pelo mundo e têm desempenhos extraordinários”.
“Desde as áreas científicas e de investigação, até ao mais humilde operacional, não faltam exemplos de portugueses excelentes pelo mundo fora.”, adiantou, afirmando que “obrigação histórica” do governo é “promover essa excelência cá dentro e estimular essa mentalidade em que todos nós, cada um na sua tarefa, no seu emprego, na sua posição, dá o seu melhor para que no fim todos possamos ficar melhores”.
“Por mim, quero dizer-vos que é para isso que governo e é por isso que aqui estou. Para sermos um país que cria mais riqueza e, assim, a transforma em projetos de vida mais felizes, mais realizados. Um país melhor para todos a partir da melhor condição de cada um. Esta mentalidade arrasta todos e não deixa ninguém para trás. Criar riqueza é o melhor caminho para combater a pobreza. E é também já isso que está a acontecer a Portugal. Um país com mais crescimento pode subir os salários, pode subir as pensões, pode apoiar a compra de medicamentos para quem mais precisa, pode negociar melhores carreiras profissionais, pode investir mais na habitação, na educação e investir melhor na saúde. Um país com mais crescimento pode proteger o seu património, as suas riquezas naturais, pode ser mais coeso e garantir justiça, mobilidade, a segurança e defesa do seu território e das suas infraestruturas essenciais e críticas”, atalhou ainda.
O responsável pelo governo realçou, ainda, que a “criação de riqueza é o meio” para Portugal ser “uma sociedade com mais justiça, com mais liberdade e com mais felicidade”.
“Mas como diz o nosso povo, "as coisas não caem do céu". Este caminho implica coragem, resistência, capacidade de diálogo e sentido de unidade nacional. Não temos de estar todos de acordo, mas temos de compreender que não é a nossa posição individual o mais importante. O mais importante é o interesse do país que se reflete depois no interesse de cada cidadão. Agora que vamos ter cerca de três anos e meio sem eleições nacionais é a altura de todos nos focarmos em cumprir a nossa responsabilidade e fazer tudo para garantir a Portugal e a cada português um futuro mais próspero. Neste Natal, a melhor prenda que podemos dar a cada um de nós é acreditar mais em Portugal. Acreditar é transformar. Acreditar é não desistir. Acreditar é não ter medo, nem amedrontar. Acreditar é ser corajoso, mas ser justo. Acreditar hoje é sermos mais fortes amanhã. Acreditar é não deixar ninguém para trás, mas não deixar de andar para a frente. Nós temos tudo para Acreditar mais em Portugal”, sublinhou.
Fotografia de destaque: DR/Portal do Governo da República Portuguesa
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