Política
Maio 21,2026
por Miguel Sousa
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O penafidelense Nuno Araújo é recandidato à Federação Distrital do Porto do PS, cujas eleições internas para presidente da Federação, delegados, MS-ID, concelhias e secções terão lugar no próximo dia 20 de junho. Na apresentação da sua recandidatura, Nuno Araújo, que decorreu no dia 17 de maio, no Pontão do Castelo do Queijo, defendeu “maior ambição para o distrito do Porto”, criticou a “falta de liderança metropolitana nos dois maiores municípios da região” e propôs “novas soluções para a regionalização e para o desenvolvimento do Tâmega e Sousa”. Com apelo a “um tempo de coragem”, mote desta sua recandidatura, Nuno Araújo fez o balanço dos “últimos dois anos, reconheceu objetivos que ficaram por cumprir e defendeu uma nova etapa política assente em “proximidade, exigência, ação e ambição”. Nuno Araújo afirmou, perante militantes, simpatizantes, autarcas e dirigentes socialistas, que se recandidatava “por aquilo que ainda não foi feito” e não apenas pelo percurso já realizado. Nuno Araújo declarou que a política deve ser entendida como “um exercício de resolução de problemas” e não como “mera retórica, evocando a sua experiência pessoal, profissional e autárquica como base da sua visão para o distrito do Porto”. O penafidelense defendeu a “necessidade de dar prioridade estratégica ao Tâmega e Sousa, região que Nuno Araújo considera marcada por desigualdades persistentes em matéria de qualificações, rendimentos e oportunidades”, tendo reiterado a “proposta de criação de uma unidade de missão e de um contrato de desenvolvimento para o território, com objetivos claros, financiamento dedicado e responsabilização política”. Na Área Metropolitana do Porto, Nuno Araújo criticou a “ausência de uma visão integrada para o Porto e para Vila Nova de Gaia, considerando que os dois maiores municípios do distrito vivem um momento de falta de liderança estratégica”. No caso do Porto, apontou a “ausência de coordenação metropolitana em matérias como transportes, acessibilidades, VCI, AEP e futuro do Porto de Leixões”. Em Gaia, censurou o “clima de confronto político e os ataques à comunicação social, defendendo que “a liberdade de imprensa é um pilar da democracia”. O candidato defendeu ainda uma “estratégia de longo prazo para as infraestruturas do Norte, articulando rede ferroviária, portuária, aérea e urbana” e apontou que decisões sobre “Leixões, mobilidade metropolitana, expansão do Metro e ligação ao Vale do Sousa devem ser pensadas numa lógica de competitividade regional e não de respostas isoladas ou de curto prazo”. O recandidato Federação Distrital do PS do Porto, no plano económico e social, a intervenção centrou-se na necessidade de “combater a economia de baixos salários, reforçar a indústria, ligar empresas e conhecimento, aumentar a produtividade e criar condições para fixar talento no distrito”. Para Nuno Araújo, a “resposta ao crescimento da extrema-direita passa por resultados concretos: melhores salários, habitação acessível, saúde funcional, oportunidades para os jovens e confiança nas instituições democráticas”. O discurso incluiu também críticas ao “Governo e ao PSD, que acusou de falharem na habitação, na saúde, na economia e na coesão territorial”. Nuno Araújo considerou que Portugal continua “excessivamente centralizado e defendeu que não haverá verdadeiro reformismo sem regionalização”. Nesse âmbito, apresentou duas propostas: a “criação de uma estrutura regional do PS eleita diretamente pelos militantes e a eleição das direções das CCDR por voto universal e secreto, em simultâneo com as eleições autárquicas”. Nuno Araújo defendeu, ainda, a “revisão do atual modelo constitucional que dificulta a implementação das regiões administrativas, considerando a regionalização “a mais adiada e a mais necessária das reformas”. A encerrar, Nuno Araújo apelou à mobilização dos socialistas de todo o distrito, afirmando que “um socialista nunca desiste” e que este é o momento de construir “um tempo de coragem” pelo Porto, pelo Norte e por Portugal. Fotografia de destaque: DR
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