A Região Norte cumpre atualmente, em todo o seu território, os valores-limite da qualidade do ar em vigor para todos os poluentes monitorizados.
Esta é a principal conclusão dos estudos agora divulgados pela CCDR Norte, que incluem a avaliação da qualidade do ar em 203 locais da região e a reavaliação das zonas e aglomerações de monitorização.
A CCDR Norte destaca que “os resultados confirmam uma situação positiva, evidenciando a eficácia das políticas e medidas implementadas ao longo dos últimos anos para melhorar a qualidade do ar e proteger a saúde pública”.
No interior da região, a “qualidade do ar apresenta um desempenho particularmente favorável”.
“Na Zona Norte Interior, os níveis de dióxido de azoto registam concentrações entre 11 e 13 microgramas por metro cúbico, valores significativamente abaixo dos limites atualmente em vigor e também das exigentes metas que entrarão em aplicação em 2030”, refere a nota informativa que nos foi enviada.
“Nas áreas urbanas do litoral, onde se concentra a maior atividade económica e densidade populacional, os níveis de dióxido de azoto e benzeno são naturalmente mais elevados, refletindo sobretudo a intensidade do tráfego rodoviário e da ocupação urbana. Ainda assim, todos os locais avaliados cumprem os valores-limite legalmente estabelecidos”, acrescenta a CCDR Norte no mesmo comunicado.
Ainda de acordo com a CCDR Norte “os estudos agora publicados representam igualmente uma importante ferramenta de planeamento para o futuro”.
“A nova Diretiva Europeia relativa à qualidade do ar, que entrará em vigor em 2030, estabelece metas mais ambiciosas, reduzindo significativamente os atuais valores-limite para vários poluentes atmosféricos”, alude a nota de imprensa que sublinha que a “informação disponibilizada permite identificar desde já os territórios onde será necessário reforçar medidas e acelerar intervenções para garantir o cumprimento antecipado destes novos requisitos”.
A CCDR Norte recorda que “neste contexto, os municípios assumem um papel determinante, através da implementação de medidas relacionadas com a mobilidade sustentável, a gestão do tráfego e estacionamento, a logística urbana, o controlo de poeiras associadas a obras e a promoção de soluções mais eficientes para o aquecimento doméstico”.
Paralelamente, está em curso a “mais profunda modernização da rede regional de monitorização da qualidade do ar desde a sua criação”.
“O investimento inclui a substituição de equipamentos, a renovação de infraestruturas e o reforço dos sistemas de comunicação e gestão de dados, permitindo aumentar a capacidade de acompanhamento e resposta aos desafios futuros”, avança a CCDR Norte que manifesta que a “reavaliação das zonas e aglomerações agora concluída permitirá ainda otimizar a distribuição dos meios de monitorização, reforçando a capacidade de medição nos territórios sujeitos a maior pressão urbana e garantindo uma gestão mais eficiente dos recursos disponíveis”.
“Com uma situação atual de conformidade e uma estratégia orientada para a antecipação dos novos desafios europeus, a Região Norte reforça a sua posição como uma referência na promoção da qualidade do ar, da saúde pública e da sustentabilidade ambiental”, reforça, ainda, a comissão que relembra que os “relatórios técnicos completos, incluindo a metodologia utilizada e os resultados detalhados por local de medição, encontram-se disponíveis em: https://www.ccdr-n.pt/pagina/servicos/ambiente/qualidade-do-ar”.
Fotografia de destaque: DR/CCDR Norte
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