Região
Outubro 30,2026
por Miguel Sousa
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A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa), em parceria com o município de Baião, promoveu, no passado dia 28 de outubro, na Casa de Chavães, o seminário final do projeto europeu BIO4RES – Biomassa, Floresta e Resiliência Territorial, iniciativa reuniu representantes institucionais, especialistas e participantes de vários pontos das regiões Norte e Centro do país. O seminário contou, ainda, com a presença de representantes de “Espanha e França, demonstrando o interesse pelos desafios da gestão sustentável da floresta, da valorização da biomassa e da prevenção de incêndios rurais”. A CIM Tâmega e Sousa destaca que “um dos destaques foi a experiência-piloto prevê a criação de um modelo local de recolha, tratamento e aproveitamento da biomassa florestal residual”. “ A solução contempla a utilização destes materiais numa caldeira a estilha, instalada na base dos sapadores florestais da CIM do Tâmega e Sousa, em Gove, para climatização e produção de água quente sanitária, transformando resíduos florestais num recurso energético com utilidade local”, refere a CIM Tâmega e Sousa que salienta que o “modelo demonstra o potencial dos circuitos de proximidade para valorizar os recursos florestais e promover soluções energéticas locais”. O seminário permitiu também conhecer as “restantes três experiências-piloto desenvolvidas pelos parceiros do projeto. Em França, a Union Grand Sud des Communes Forestières apresentou um estudo sobre o impacto da extração de biomassa na biodiversidade, procurando conciliar a redução da carga combustível com a preservação dos habitats e das espécies”. “Entre as soluções analisadas destacam-se a utilização de maquinaria ligeira, sistemas de extração de menor impacto e a preservação de árvores maduras e madeira morta”, lê-se na nota informativa que nos foi enviada que adianta que por sua vez, o “Centro de Ciência e Tecnologia Florestal da Catalunha (CTFC) apresentou ensaios de mecanização florestal realizados na Cerdanha francesa e catalã”. “Os testes compararam diferentes equipamentos de extração de biomassa, com produtividades entre 3,6 e 5,9 metros cúbicos por hora produtiva, consoante as condições de trabalho. Foi também explorada a utilização da tecnologia LiDAR em inventários florestais e na estimativa dos volumes de biomassa”, avança, ainda, a CIM Tâmega e Sousa. “A quarta experiência-piloto, desenvolvida em Navarra pela Nasuvinsa, centrou-se na formação e sensibilização para a sustentabilidade e segurança nas operações florestais”, acrescenta a CIM que sublinha que entre os “resultados destacam-se materiais de formação, um guia transnacional sobre gestão da biomassa florestal e quatro vídeos de divulgação destinados a sensibilizar profissionais e cidadãos para a gestão ativa da floresta, a prevenção de incêndios e a adaptação às alterações climáticas”. O programa incluiu ainda a “apresentação de estratégias europeias de gestão da biomassa e prevenção de incêndios, com contributos do Instituto, da Conservação, da Natureza e das Florestas (ICNF) e da Union Grand Sud des Communes Forestières”. Foram abordadas medidas como a gestão de combustível, o fogo controlado, as infraestruturas de defesa e o papel dos municípios. No Douro, Tâmega e Sousa, foram destacados os resultados das ”intervenções de gestão de combustível, que abrangeram cerca de 4.500 hectares entre 2021 e 2026 na respetiva área de atuação”. “Foi também apresentado o trabalho desenvolvido através do fogo controlado, que, entre 2019 e 2026, abrangeu 1.131,4 hectares no território, beneficiando 17 pastores. Os valores relativos a 2026 são provisórios”, alude a nota de imprensa que sustenta que o “papel dos agentes locais esteve igualmente em destaque, através da partilha de experiências das brigadas de sapadores florestais da CIM do Tâmega e Sousa, cujo trabalho é fundamental na gestão da vegetação e na prevenção de incêndios”. A Associação de Empresários da Madeira de Navarra (ADEMAN) apresentou ainda a “perspetiva empresarial sobre a valorização dos recursos florestais e o envolvimento do setor na gestão sustentável da floresta”. Integrado no Encontro Transnacional sobre Biomassa, Floresta e Resiliência Territorial, que decorreu de 27 a 29 de outubro, na região do Douro, Tâmega e Sousa, o seminário reforçou a “partilha de conhecimento entre os territórios parceiros”. “Os resultados demonstram que a valorização da biomassa pode contribuir para reduzir a acumulação de combustível nas florestas, proteger a biodiversidade, criar oportunidades económicas e desenvolver soluções energéticas de proximidade”, lê-se, ainda, na nota informativa. O BIO4RES é um projeto de “cooperação transnacional cofinanciado pela União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito do programa Interreg Sudoe, que envolve parceiros de Portugal, Espanha e França”. A CIM Tâmega e Sousa esclarece, ainda, que “através da partilha de conhecimento e da implementação de experiências-piloto, procura melhorar a prevenção e a gestão do risco de incêndio, promovendo a valorização sustentável da biomassa florestal e a resiliência dos territórios face às alterações climáticas”. Fotografia de destaque: DR/CIM Tâmega e Sousa
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