A Polícia Judiciária (PJ), através da Diretoria do Norte, deteve, esta quarta-feira, dia 18 de fevereiro, “pela segunda vez, no espaço de pouco mais de um ano e meio, uma advogada pela presumível autoria de um crime de tráfico de estupefacientes, com a introdução de substâncias psicotrópicas no Estabelecimento Prisional do Porto (EPP)”.
A PJ destaca que “em causa estão factos verificados naquele EP, em agosto do ano passado, quando foi detetado que um recluso, que regressava de uma diligência processual, trazia consigo cocaína, heroína e haxixe”.
Ainda de acordo com a PJ, a “investigação veio a recolher fortes indícios de que as substâncias ilícitas lhe haviam sido entregues pela sua defensora, durante as ditas diligências de inquérito, realizadas em instalações policiais”.
As autoridades avançam que “a advogada já era conhecida da PJ, tendo sido detida em julho de 2024, por suspeitas de introduzir drogas no EPP”.
A PJ esclarece que “na altura, ficou a aguardar julgamento em liberdade e continuou a exercer a advocacia, situação que lhe possibilitou manter contacto direto com reclusos da cadeia de Custóias”, salientando que a “detida, com 39 anos, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação”.
Fotografia de destaque: DR/PJ
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