O presidente da Câmara de Penafiel, Pedro Cepeda, anunciou, no arranque da 45.ª edição da Feira Agrícola do Vale do Sousa (Agrival) que a organização contratou, pela primeira vez, um trabalho à Sociedade Interbancária de Serviços (SIBS) para analisar qual é o volume de negócios feito, aos longo dos dez dias do certame.
“A Agrival é também um espaço de negócios. Por isso, contratou, pela primeira vez, um trabalho à SIBS para analisar, ao longo destes dez dias, qual é o volume de negócios feito neste evento e em todo o perímetro deste pavilhão”, disse, salientando que este estudo será apresentado publicamente.
“Entendemos que é importante fazermos essa avaliação das políticas e iniciativas públicas, sendo, também, vital, refletirmos sobre o caminho que pretendemos seguir”, frisou.
O responsável pelo executivo municipal, na sua intervenção, relembrou que o setor primário apresenta grandes desafios, nomeadamente a necessidade da renovação geracional, o problema da rentabilidade deste setor, os custos de contexto, nomeadamente o preço das matérias-primas, do gasóleo, que está mais caro.
“Sem rentabilidade não há atividade que possa sobreviver. Da nossa parte, as empresas e os que trabalham o desenvolvimento rural estamos disponíveis para acrescentar valor aos seus produtos. Só através da valorização e inovação destes produtos é possível trazer maior rentabilidade. Os produtos tradicionais só têm futuro se conseguirmos acrescentar-lhes valor”, confirmou, assumindo que a Agrival é um certame de cariz multissetorial e multidisciplinar, que integra empresas que representam 22 CAE distintos, sendo que 55% são do Tâmega e Sousa e os restantes de vários concelhos distintos.
Fotografia de destaque: DR/Câmara de Penafiel/Facebook
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