Sociedade
Fevereiro 10,2026
por Miguel Sousa
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Os cais de Entre-os-Rios, Sebolido e Rio Mau mantém-se interditos ao público por motivos de segurança, conforme indicação dos Serviço Municipal de Proteção Civil de Penafiel. A informação foi avançada pelos Bombeiros de Entre-os-Rios que esclarece que apesar dos caudais terem descido, nos últimos dias, a precipitação persistente e por vezes forte, prevista para esta terça e quarta-feira, pode voltar a subir esses mesmos caudais. Refira-se que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê, para os próximos dias, um agravamento do estado do tempo em Portugal continental com precipitação, vento forte e agitação marítima forte, destacando-se “períodos de chuva, por vezes forte e persistente, nas regiões Norte e Centro; vento forte, com rajadas até 90 km/h nas terras altas do Norte e Centro; agitação marítima forte na costa ocidental, com ondas de noroeste até 6 metros, podendo atingir os 11 metros de altura máxima”. De acordo com a informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) prevê-se, nos próximos dias, uma situação hidrológica potencialmente perigosa nas seguintes bacias/municípios e, também, para o “Rio Douro: Gondomar, Porto; Vila Nova de Gaia; Lamego; Peso da Régua e o Rio Tâmega: Chaves, Amarante”. O IPNA aponta como efeitos expetáveis a “ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras; a ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento; solos saturados, o que resultará numa descida lenta da água que, neste momento, afeta as vias rodoviárias”. O IPMA adverte, ainda, para a “instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal; piso rodoviário escorregadio devido à possível formação de lençóis de água; interdição de algumas de algumas vias rodoviárias por submersão; arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de cheias e inundações, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública, possíveis acidentes na orla costeira, devido à forte agitação marítima; Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública”. Como medidas preventivas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alerta para a necessidade de garantir, a “desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas; atividades próximas de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações; o estacionamento de veículos em zonas historicamente inundáveis”. A ANEPC avisa, ainda, para que “não atravesse zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas, retire das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros; restrinja ao máximo possível os movimentos de veículos e pessoas apeadas nas áreas potencialmente afetadas por cheias; ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas próximas de linhas de água, devido ao risco de queda de ramos e/ou árvores arrastados pelas águas”. As autoridades pedem, ainda, para garantir a adequada “fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas; para ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte e evitar o estacionamento de veículos em áreas arborizadas, assim como fechar e reforçar estores e janelas, em especial os que estão virados na direção do vento”. A ANEPC pede, ainda, para que sejam recolhidas “estruturas exteriores para evitar que sejam arrastados; Fixe objetos no exterior e de varandas e parapeitos, como vasos, mobiliário de jardim ou outros; tenha especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais e adote uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual formação de lençóis de água nas vias rodoviárias”. Fotografia de destaque: DR/Bombeiros de Entre-os-Rios/Facebook
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