Vários concorrentes e campeões da Sociedade Columbófila de Penafiel enaltecem, este domingo, dia 18 de outubro, a vitalidade e dinamismo da instituição que procedeu à cerimónia de encerramento do 85.º aniversário que premiou os concorrentes Campanha Desportiva de 2026.
A gala de distribuição de prémios da Campanha Desportiva de 2026 premiou os concorrentes e campeões do campeonato SCPenafiel – Iniciados e do Campeonato Columbófilo do Concelho de Penafiel.
Foram ainda entregues os prémios referentes à campanha do Campeonato Columbófilo da Comunidade do Tâmega e Sousa e o Grande Prémio Cidade de Penafiel.
Tiago Gonçalves, campeão do Tâmega e Sousa, um dos premiados, elogiou o trabalho da Sociedade Columbófila de Penafiel em prol da modalidade e confirmou que este foi um ano positivo em termos competitivos.
“A paixão pela columbofilia advém de uma tradição familiar e este ano foi uma das minhas melhores épocas, fui campeão geral em Amarante, em Penafiel ganhei o Tâmega e Sousa e fiquei em quarto no nacional de fundo, pelo que a época não poderia ser melhor”, frisou, relevando a importância de a Sociedade Columbófila continuar a projetar a modalidade e premiar os seus associados e praticantes.
“Estes eventos são importantes para os columbófilos trocarem ideias, falar de columbofilia e verem o seu trabalho e entrega reconhecidos”, frisou, reconhecendo que a columbofilia, que já foi o segundo desporto com mais sócios federados, estar a atravessar inúmeras dificuldades.
“A mentalidade da sociedade mudou, tratar pombos requer tempo, empenho e muita determinação. Quem quiser ter resultados tem de tratar dos pombos todos os dias e hoje em dia os jovens não querem ter essa responsabilidade”, concretizou, reconhecendo que os custos associados à alimentação e tratamentos dos pombos subiram.
Tiago Gonçalves, da Lixa, Felgueiras, declarou, ainda, que no próximo ano, os seus objetivos passam por ser campeão em Amarante, campeão de fundo e tentar o campeonato geral novamente.
O campeão de iniciados, natural da Calçada, Oldrões, regozijou-se, igualmente, pelo título e parabenizou o trabalho da Sociedade Columbófila de Penafiel em prol da modalidade.
“Esta foi uma época que correu da melhor forma e que culminou com a obtenção do título de iniciados”, confessou, sublinhando que apesar das dificuldades que estão associadas à modalidade, há jovens que estão a abraçar a modalidade e querem competir.
“A columbofilia é uma modalidade que requer entrega, determinação e tempo. Sem estes e, também, a vertente financeira, torna-se mais difícil competir”, explicou.
Hugo Lopes, responsável pela Associação Distrital do Porto, responsável pela parte desportiva, enfatizou, igualmente, o trabalho da Sociedade Columbófila de Penafiel, dos seus dirigentes e os inúmeros praticantes que se dedicam à modalidade e cujo presença e obtenção de prémios é hoje uma realidade que é reconhecida entre os seus pares.
Hugo Lopes avançou, ainda, que apesar da vitalidade da Sociedade Columbófila de Penafiel e de outras na região e no país, esta é uma modalidade que enfrenta dificuldades, nomeadamente algum desinteresse por arte dos mais jovens, os custos associados, assim como a necessidade de dispor de algum tempo e recursos financeiros.
“Apesar deste cenário, no distrito do Porto somos ainda a maior associação columbófila do país, com mais de 1500 praticantes”, constatou.
Miguel Silva, de Cabeça Santa, Penafiel, campeão da geral e de velocidade, fez, também, um balanço positivo da campanha deste ano, assumindo que a paixão pela columbofilia advém do seu pai, um apaixonado pela modalidade.
“Quero continuar a ganhar prémios e a dignificar a columbófila. Este ano obtive vários prémios”, afiançou, assumindo que a columbofilia é uma atividade que implica tempo e dispêndio monetário.
O responsável pela Associação Columbófila de Vila Real, Hernâni Carvalho, enalteceu o trabalho da Sociedade Columbófila de Penafiel, do seu responsável, assim como os contributos que esta instituição tem acrescentado à modalidade, de uma forma geral.
Hernâni Carvalho confirmou, ainda, que a modalidade já viveu melhor dias.
Além da dificuldade em captar os mais jovens, aquele dirigente reconheceu que as coletividades têm sentido inúmeras dificuldades em refrescar os seus órgãos sociais.
“Há cada vez menos coletividades, verificamos um decréscimo enorme, e, neste momento, somos pouco mais de oito mil praticantes no país”, atalhou.
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