A GNR está a alertar para uma nova burla, um novo método de extorsão, com fotografias e imagens de pessoas desaparecidas, manipuladas por inteligência artificial, em que os burlões exigem dinheiro para revelar o paradeiro dessa mesma pessoa desaparecida.
As autoridades referem, ainda, que através deste esquema, os burlões apresentam uma imagem da “pessoa desaparecida ferida, num local isolado e a carecer de cuidados médicos com a situação a poder evoluir para um falso cenário de rapto e sequestro”.
“E se recebesse uma fotografia destas depois do desaparecimento de alguém próximo? A imagem parece mostrar uma pessoa visivelmente ferida, num local isolado e a carecer de cuidados médicos. Quem a enviou afirma saber onde está e exige dinheiro para revelar o seu paradeiro, podendo evoluir para um falso cenário de rapto ou sequestro”, refere a GNR na publicação que partilhou na sua página oficial.
A Guarda recorda que a “história pode parecer real., mas não é!”
“Temos conhecimento de um modus operandi em que suspeitos contactam familiares e/ou amigos de pessoas desaparecidas depois de estes recorrerem às redes sociais ou a outros meios públicos para divulgar o desaparecimento”, reforça a publicação que sublinha que a “partir da informação tornada pública (fotografias, características físicas, circunstâncias do desaparecimento ou contactos) constroem uma história destinada a parecer credível”.
As autoridades relembram que os burlões podem afirmar ter “informações sobre o paradeiro da pessoa desaparecida, fazer-se passar pela própria pessoa ou apresentar fotografias que aparentam demonstrar que esta está viva e em perigo”.
“essas imagens podem ser produzidas ou manipuladas através de inteligência artificial”, adianta a GNR que sublinha que o “contacto pode evoluir para pedidos de dinheiros, ameaças ou para a criação de um falso cenário de rapto ou sequestro”.
As autoridades relembram, ainda, que se alguém o contactar com informação de uma pessoa desaparecida “Não tente investigar ou confirmar a informação sozinho; não faça qualquer tipo de pagamento, não forneça novos dados pessoais ou informações sobre a família, guarde mensagens, fotografias, números de telefone ou perfis utilizados no contacto e contacte imediatamente as autoridades, transmitindo toda a informação recebida”.
“A divulgação de um desaparecimento continua a ser fundamental para aumentar a possibilidade de localizar uma pessoa, mas é importante saber que a informação que receber posteriormente pode também ser falsa”, avisam as autoridades.
Fotografia de destaque: DR/GNR/Facebook
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