Sociedade
Junho 17,2026
por Miguel Sousa
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A Guarda Nacional Republicana (GNR) está a advertir para o “aumento significativo de burlas online que visam explorar o entusiasmo dos adeptos e colecionadores durante o Mundial de Futebol 2026, e que tende a intensificar-se com o decorrer da competição”. As autoridades destacam que “tem acompanhado com preocupação a evolução de algumas redes criminosas, que atuam com o objetivo de obter ganhos financeiros ilícitos, roubar dados pessoais ou bancários e infetar dispositivos com malware”. A GNR esclarece que a “nível global, foram já identificados mais de 13 000 domínios temáticos “FIFA” registados entre janeiro e maio de 2026, dos quais aproximadamente 8,8% apresentam características maliciosas ou suspeitas, registando-se um aumento acentuado de criações entre os meses de março e maio”. As autoridades declaram que “estes criminosos altamente especializados fazem uso de métodos de burla que assentam em três princípios: criam um falso sentimento de urgência, levando a vítima a acreditar que tem de agir imediatamente para não perder uma oportunidade exclusiva; fazem-se passar por entidades legítimas, criando páginas e mensagens que parecem autênticas e tentam obter dinheiro ou dados pessoais e bancários, recorrendo a métodos de pagamento difíceis de recuperar ou a formulários destinados a recolher informação sensível”. A Guarda avança, ainda, que “tendo em conta o elevado volume de transações digitais registadas nas últimas semanas, a GNR identificou um padrão recorrente de atividades ilícitas associadas ao Mundial FIFA 2026, que incluem a venda de cromos e cadernetas falsificadas, bem como a comercialização de bilhetes e produtos oficiais inexistentes através de plataformas não autorizadas”. “Neste âmbito, a Guarda registou já seis participações por burlas relacionadas com a aquisição de cromos do Mundial FIFA 2026, perpetradas através de sites fraudulentos e de plataformas de redes sociais, confirmando que esta ameaça se encontra ativa antes mesmo do início da competição”, reforçam as autoridades que salientam que entre os tipos de burlas mais utilizadas encontra-se o “Phishing por e-mails e redes sociais – envio massivo de mensagens falsas em nome da FIFA com notificações de prémios, sorteios de bilhetes ou alertas de segurança; sites falsos de bilhética e revenda – plataformas que replicam visualmente os sites oficiais da FIFA para recolher dados bancários e pessoais. Geralmente recorrem à pressão psicológica para forçar pagamentos imediatos (geralmente via criptomoeda), transferências bancárias ou carteiras digitais, após o qual desaparecem ou entregam bilhetes falsos”. Entre os tipo de burlas, as autoridades alertam, ainda, para a existência “lojas online falsas de merchandising e cromos – criam websites falsos que imitam páginas oficiais de merchandising FIFA, replicando marcas, logótipos e catálogos de produtos, em que os produtos não chegam ou chegam falsificados e os dados do cartão ficam comprometidos”, assim como “plataformas de streaming fraudulentas – em que os links são partilhados minutos antes do início dos jogos, em grupos fechados, ludibriando os utilizadores a registarem-se rapidamente, levando-os a páginas de phishing ou à instalação de malware disfarçado de software de streaming”. A GNR alerta, ainda, para as “aplicações maliciosas – em sites de download não oficiais. Neste caso, aplicações legítimas são adulteradas com código malicioso, permissões modificadas ou funcionalidades de acesso remoto ocultas; a fraude com criptomoedas – campanhas que promovem falsos lançamentos de tokens, induzindo as vítimas a ligar carteiras digitais ou partilhar informação sensível, resultando em perdas financeiras desses ativos e sites de apostas ilegais – plataformas não licenciadas que se apresentam como parceiras oficiais, em que são aceites depósitos, mas nunca pagam ganhos, recolhendo ainda dados pessoais para posterior comercialização em mercados ilegais”. As autoridades relembram que deve suspeitar de situações em que “receba e-mail sobre prémios ou sorteios FIFA; se lhe pedirem pagamento em cripto, MBWay ou transferência; se o site estiver com um endereço ligeiramente diferente de fifa.com; se lhe exigirem fotocópia de documento de identidade para uma compra; se a oferta estiver com contador de tempo ou “últimas unidades”; se o preço for muito abaixo do valor de mercado”. Para evitar ser vítima destes esquemas, a Guarda recomenda a adoção de cuidados redobrados, nomeadamente não aceder a “links de e-mails não solicitados com tema FIFA; não adquirir artigos ou subscrever serviços em sites não verificados; não partilhar dados de cartão em páginas de origem duvidosa; não instalar aplicações sugeridas por sites de streaming; não enviar documentos de identificação para plataformas de apostas e não responder a mensagens de WhatsApp com promoções FIFA”. Fotografia de destaque: DR/foto ilustrativa
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