O Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, enalteceu a requalificação Pavilhão Agrival como um exemplo da boa aplicação dos fundos de coesão.
As declarações do governante foram feitas no âmbito da 45.ª edição da Feira Agrícola do Vale do Sousa (Agrival), que defendeu a aplicação destes fundos como instrumento para promover a coesão territorial e diminuir as assimetrias regionais.
“Inauguramos uma obra com os fundos da política de coesão, que têm como objetivo diminuir as assimetrias regionais. Estamos a falar de fundos que devem ser investidos nos sítios onde são mais necessários, isto é coesão territorial e com esta transversalidade todos os fundos são chamados para este objetivo”, disse.
Falando de fundos, José Manuel Fernandes enfatizou o esforço da CIM Tâmega e Sousa e o trabalho dos autarcas dos onze municípios e deixou um desafio para que estes se possam entender nas prioridades e naquilo que são os investimentos nucleares tendo em vista os fundos depois de 2027.
“É assim que se constrói o desenvolvimento e já agora fica aqui o desafio, vamos ter fundos depois de 2027. Programa Operacional Regional Norte financiou esta obra que foi inaugurada, permitiu a sua modernização, a eficiência energética. O Programa Operacional Regional Norte até 2027 tem 3 mil e 400 milhões de euros. Até 2024, quanto é que tinha sido investido na agricultura? Zero. Inaceitável. Portanto, há aqui um desafio para os presidentes das comunidades intermunicipais que é o de se entenderem acerca de projetos que são absolutamente essenciais na indústria de transformação, no apoio à agricultura para os próximos fundos 2028-34”, atalhou.
“Em territórios como este para termos coesão territorial, atratividade, investigação e inovação só o faremos com a agricultura, com floresta, com indústria de transformação”, asseverou, salientando que começa a haver recursos para o enoturismo e outros investimentos com os fundos da política de coesão.
O governante, na sua intervenção, relembrou que o governo e o seu ministério têm trabalhado para os agricultores e produtores florestais .
“Agricultura é competitividade, economia, comida no prato, segurança alimentar, é defesa. Imaginem que não existiam os agricultores, os olivais, em vez disso, tínhamos mato, incêndios incontroláveis, somos proteção civil através da agricultura. O agricultor é o melhor amigo do ambiente, é com a floresta que conseguimos a qualidade da água. A agricultura não é o vilão. Queremos que a agricultura seja valorizada reconhecida”, manifestou.
Refira-se que, também, o presidente da Câmara de Penafiel, Pedro Cepeda, saudou, na sua intervenção, a requalificação feira neste equipamento.
“Este ano a Agrival tem a particularidade de decorrer num pavilhão que foi recentemente requalificado com obras que fizeram sobretudo dar mais conforto aos expositores e aos visitantes, que tem como objetivo melhorar a eficiência energética e evitar desperdícios e visam a modernização e aumento da sua segurança. Instalamos sistema de videovigilância, saídas de emergência”, declarou o autarca, tendo enaltecido o trabalho do anterior executivo que foi quem iniciou o projeto de requalificação do pavilhão.
Refira-se que a requalificação do Pavilhão Agrival visou a modernização desta estrutura com o objetivo o de “melhorar o conforto, a segurança, a eficiência energética e a climatização, proporcionando melhores condições para expositores e visitantes”.
Fotografia de destaque: DR/Câmara de Penafiel/Facebook
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