Sociedade
Agosto 10,2026
por Miguel Sousa
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A Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa (ULSTS) deu início à implementação de um projeto de telemonitorização de doentes crónicos, assente numa plataforma digital que permite o acompanhamento clínico contínuo dos utentes, reforçando um modelo de cuidados mais integrado, preventivo e centrado na pessoa. A ULSTS destaca que “nesta primeira fase, o projeto abrange 500 utentes adultos com diagnóstico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), asma, insuficiência cardíaca (IC) ou diabetes mellitus tipo 2 (DM), contando com a participação de todas as unidades de cuidados de saúde primários dos 11 municípios da área de influência da ULSTS”. Ainda de acordo com a ULSTS, “desenvolvida em parceria com a UpHill, a solução permite a monitorização regular do estado de saúde dos utentes através de questionários clínicos digitais, realizados, por norma, com periodicidade mensal, podendo a frequência ser ajustada em função da situação clínica, nomeadamente após um episódio de internamento ou de agudização da doença”. “Com o objetivo de garantir a acessibilidade a toda a população, o contacto pode ser realizado por SMS, correio eletrónico ou chamada telefónica, permitindo adaptar o processo às necessidades e características de cada utente”, refere a ULSTS que sublinha que a “informação recolhida é analisada pelas equipas de saúde, possibilitando a identificação precoce de sinais de descompensação clínica e desencadeando, sempre que necessário, uma intervenção atempada”. “Desta forma, pretende-se reforçar a continuidade dos cuidados, prevenir complicações, promover uma melhor gestão da doença crónica e reduzir episódios evitáveis de recurso ao Serviço de Urgência e de internamento”, acrescenta a ULSTS. O José Luís Gaspar, presidente do Conselho de Administração da ULSTS, declara que este projeto representa mais um “passo na transformação digital da ULSTS e na consolidação de um modelo de cuidados verdadeiramente integrado, centrado nas necessidades das pessoas”. “A telemonitorização permite-nos acompanhar os doentes de forma mais próxima, antecipar situações de risco e intervir mais cedo, contribuindo para melhores resultados em saúde e para uma utilização mais eficiente dos recursos disponíveis», afirma. Após a consolidação desta fase inicial, a ULSTS prevê alargar o projeto de forma progressiva, com o objetivo de abranger cerca de 5.000 utentes até ao final do ano. Fotografia de destaque: DR/ULSTS
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