A Unidade Local de Saúde do Tâmega e Sousa (ULSTS) realizou com “sucesso a primeira cirurgia robótica da sua história, um marco na evolução da atividade assistencial da instituição e um passo decisivo na modernização dos cuidados cirúrgicos prestados à população da região”.
A ULSTS destaca que a “primeira intervenção consistiu na realização de um bypass gástrico e decorreu com total sucesso, assinalando o início da utilização desta tecnologia na ULSTS”.
“A cirurgia robótica passa agora a integrar a resposta assistencial da instituição em áreas de elevada diferenciação, nomeadamente no tratamento cirúrgico da obesidade e do cancro gástrico”, lê-se no comunicado que foi enviado aos órgãos de comunicação social.
“ Nestas patologias, a elevada precisão na dissecção dos tecidos, a preservação das estruturas anatómicas e a qualidade da reconstrução digestiva assumem um papel determinante para o sucesso clínico e para a recuperação dos doentes”, refere a nota de imprensa.
Ainda de acordo com a ULSTS, a “cirurgia robótica constitui a mais recente evolução da cirurgia minimamente invasiva”.
“Através de uma consola, o cirurgião controla instrumentos altamente articulados que reproduzem os movimentos da mão humana com elevada precisão, amplitude e estabilidade, beneficiando simultaneamente de uma visão tridimensional ampliada do campo operatório”, acrescenta aquela unidade que sublinha que esta “tecnologia permite executar procedimentos particularmente complexos com maior rigor técnico e controlo”.
Ainda de acordo com a ULSTS a “evidência científica demonstra que, em doentes criteriosamente selecionados, a cirurgia robótica pode traduzir-se em menor perda de sangue durante a intervenção, redução da dor pós-operatória, menor risco de complicações, recuperação mais rápida e períodos de internamento mais curtos, mantendo os mesmos padrões de segurança e eficácia oncológica da cirurgia convencional e laparoscópica”.
“A introdução desta tecnologia na ULSTS foi precedida por um exigente programa de formação multidisciplinar, que envolveu cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiros e assistentes operacionais, assegurando que todas as equipas reuniram as competências necessárias para a utilização segura e eficiente do sistema robótico”, reforça aquela unidade.
Para o presidente do Conselho de Administração da ULSTS, José Luís Gaspar, este avanço representa um momento histórico para a instituição.
"A realização da primeira cirurgia robótica representa um marco na história da ULSTS. Este investimento demonstra a nossa aposta contínua na inovação, na diferenciação clínica e na melhoria dos cuidados prestados à população”, disse.
“Os nossos doentes passam a ter acesso a tecnologia de última geração, próxima de casa, sem necessidade de serem encaminhados para outros centros hospitalares”, expressou.
A implementação da cirurgia robótica integra a “estratégia de desenvolvimento tecnológico da ULSTS e reforça a capacidade de resposta em áreas cirúrgicas altamente diferenciadas, colocando a instituição entre o conjunto de hospitais do Serviço Nacional de Saúde que disponibilizam esta tecnologia”.
Com este avanço, a ULSTS continua a “afirmar-se como uma unidade de referência na prestação de cuidados de saúde diferenciados, garantindo aos cerca de 520 mil habitantes da sua área de influência acesso a tratamentos cada vez mais inovadores, seguros e alinhados com os mais elevados padrões internacionais”.
Fotografia de destaque: DR/ULSTS
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